Preciso fazer um desabafo, as vezes eu chego numa encruzilhada que me obriga a tomar uma decisão.. E eu sempre tomo a errada, pelo menos até hoje foi assim. Sou feliz, ou era feliz.. Não sei mais.. Eu acreditava que tinha uma coisa diferente, um tesouro. Algo que somente algumas pessoas no mundo tem, e achava que ele era meu por direito - Já que antes de encontrá-lo, fui muito enganada por muitas e muitas pessoas.
E durante anos eu sonhava, idealizava essa raridade; exatamente como ele era quando chegou até mim. E então eu passei um ano e meio de felicidade, pura epifania, satisfação por ter algo que só eu tinha.. Ficava estonteada ao pensar que nada mais me machucaria enquanto eu fosse abençada por este tesouro, nenhuma ilusão, nem mentiras, nada me faria tropeçar novamente.
Comecei a acreditar em milagres, em verdades absolutas, no amor e na eternidade. E conforme o tempo passava, eu continuava acreditando cada vez mais cegamente em tudo isso. Algumas provas aconteceram para tentar me mostrar o contrário, e eu as ignorei, eu passei por cima de mim mesma em nome de tudo aquilo que eu havia construido dentro do meu coração.
O que eu não percebi é que estas provas sempre cresciam e ficavam cada vez mais ferozes, agressivas, era cada vez mais dificil pra mim, superá-las. Até que uma delas realmente me passou pra trás, eu caí da minha nuvem cor-de-rosa esperando que o meu tesouro fosse me salvar e me tirar dali.
A queda foi rápida, e abria um buraco em mim, a pressão era tanta que me forçou a abrir os olhos e olhar para baixo; ví tudo que eu estava prestes a enfrentar e aquele tão sonhado tesouro nada mais era, que uma mera ilusão. Eu não podia ser salva por ele, uma vez que o mesmo havia me colocado nessa situação..
Precisava de forças, mas onde arranjá-las? Havia um buraco em mim, eu mal podia fechar os olhos pra raciocinar e a queda era alta, muito alta..
Aconteceu o inevitável, o choque.
Meu corpo não se manifestava, meu coração nem parecia estar mais presente, minha mente girava e girava e girava mais e mais.. Mas uma certeza eu tinha, aquilo ia passar -leve o tempo que quiser - eu ia me erguer sozinha e ia retomar meu caminho novamente.
domingo, 6 de setembro de 2009
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